O BONÉ DO GATO MANÉ SUMIU!      Cármen Rocha in “contosdacaRochinha”

O Gato Mané ganhou da titia Lelé um lindo boné. Foi correndo mostrá-lo para seus amiguinhos. Correu, correu até chegar lá embaixo no campinho.  Os gatinhos, seus amigos, não estavam mais jogando futebol! Não encontrou ninguém! Ele não achou nenhum gatinho. Onde eles estavam? Hem?
Os gatinhos estavam na relva macia, descansando e tomando uma gostosa caneca de leite morninho. Então o Gato Mané, cansadinho, parou para dormir um soninho, só um pouquinho.
O Gato 
Mané se acomodou na relva macia, pôs o boné de lado e adormeceu, deitadinho.
Mas o vento, mais que depressa, rolando, rolando, carregou seu boné lá para baixo das folhas, escondidinho! Quando o Gato Mané acordou, viu seus amiguinhos rindo, e perguntou desconfiado: Quem tirou o meu boné cor-de-vinho?
     ― Eu não fui, falou o Gato Rui.  ― Eu não faria, fez a Gata Maria              ― Eu não disse, disse a Gata Dirce.
                       
― Então quem tirou o meu boné cor-de-vinho?

Mais que depressa chamaram a Patinha Detetive.A Patinha Detetive pegou seu boné de detetive e sua lupa grande de enxergar bonés desaparecidos. Procurou, procurou, procurou...

Foi até o bosque onde o boné tinha sumido e achou uns ciscos mexidos, e nada...

Foi atrás da moita e achou uns gravetos soltos, e nada... 

Seguiu, seguiu, e viu umas pedrinhas esparramadas! Mas nada do boné desaparecido!

 

Oh! surpresa, depois de tanto procurar, achou bem escondido, num cantinho, um lindo boné cor-de-vinho.

― Não foi ninguém, foi o vento do rodamoinho! – gritou a Patinha Detetive – examinando bem.

 

― Oba! - falaram todos os gatinhos, e foram correndo buscar o boné do Gato Mané.

Muito contentes, deram-se as mãos e tiraram uma linda fotografia.

Este foi o segundo caso da Patinha Detetive. 

CACHINHOS DOURADOS   figura            

- C R - Clássicos Recontados   in “ContosdaCarochinha”

 

Era uma vez três ursinhos,

O Papai urso era grandão,

A Mamãe ursa era um pouco menor,

e o Bebê urso era pequenininho.

 

Papai urso tinha um prato de mingau grandão

Mamãe ursa tinha um prato de mingau menor,

E o Bebê urso tinha um prato de mingau pequenininho.

O mingau estava quente!

Então foram todos dar uma voltinha,

E não trancaram a porta!

 

Cachinhos Dourados sentindo um delicioso cheiro de mingau e entrou na casinha.Provou o mingau do Papai urso: estava muito quente!

Provou o mingau da Mamãe ursa: estava muito frio,

  

Mas o mingau do Bebê urso estava uma delícia!

Cachinhos Dourados tomou tudo.

 

Cachinhos Dourados estava cansadinha e vendo as cadeiras da casinha, quis sentar-se nelas. 

Experimentou a cadeira do Papai urso: era muito grande!

Experimentou a cadeira da Mamãe ursa: era dura,

A cadeira do Bebê urso era fofa!

Cachinhos Dourados sentou-se nela.

 

Cachinhos Dourados estava com muito soninho!

Vendo as camas da casinha quis dormir nelas.

A cama do Papai urso era muito grande!

A cama da Mamãe ursa era muito dura,

A cama do Bebê urso era fofa!

Cachinhos Dourados dormiu nela.

 

Mas os três Ursinhos voltaram!

Quem mexeu no meu mingau - gritou o Papai urso!

Quem sentou na minha cadeira - gritou a Mamãe ursa!

Quem dormiu na minha caminha - gritou o Bebê urso!

 

— Fui eu! Fui eu! A porta estava aberta! - gritou

Cachinhos Dourados e saiu dando risada!

O DE BOLO DE CHOCOLATE SUMIU!              in “Carochinha” - Cármen Rocha

Um dia...   a mãe da Luiza falou assim:  
― Filha, a D. Eneida disse que você é uma boa aluna. Parabéns, filhinha. Este ano você estudou muito.
Chame suas amiguinhas para comer um delicioso bolo de chocolate.
― Oba! Posso chamar todas as minhas amigas, mamãe?
― Quantas são?                     
Bem, mãe, tem a Lucinha, A Vera, a Isabel e a Genô. Tem também os meninos. Posso chamar todos os meninos?

― Quais são os meninos?
― Bem, tem o Mané, o Janjão e o Carlinhos.

 

― Está bem. Chame todos. Vou fazer um bolo bem grandão.
― Oba! Você é a melhor mãe do mundo!

No dia da reunião, todos em volta da mesa, levantam a tampa do bolo, e cadê o bolo de chocolate mais gostoso desse mundo?                            

 ― Cadê o bolo – gritaram! Todos se puseram a chorar.

 

Não é que o bolo de chocolate tinha desaparecido? A Luiza foi correndo telefonar para a Patinha Detetive. Mais que depressa,a Patinha Detetive pegou seu boné de detetive e sua lupa de achar bolos de chocolate sumidos.

 

Procurou em todos os lugares.

Debaixo dos travesseiros... Nada!

Escondido atrás do retrato da Djana, avó da Luiza... Nada!

Embaixo da cama... Nada!

Embaixo das revistas... Nada!

A Patinha Detetive já estava indo embora, muito sem graça, porque dessa vez ela não achou mesmo o delicioso bolo de chocolate, quando ela reparou que o Janjão estava chupando o dedo! Pulou na frente dele e com voz de monstro gritou:

 Janjão onde você escondeu o bolo da Luiza?

 ― Embaixo da pilha das camisas! – falou apavorado o comilão.

 Todo o pessoal correu para o armário e lá estava o bolo, mas faltava um pedaço, um pedação.

― O Janjão já comeu um pedaço, não vai ganhar mais nada!- gritou a criançada.

 A mãe repartiu o bolo para toda a meninada, e com pena do Janjão, deu-lhe um pedacico assim, bem pequenino, quase nada. Janjão ficou lambendo o dedo, mas não reclamou.

 

No final da festa esqueceram tudo e foram brincar de pega-pega. Viva!

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