A PATINHA DETETIVE

    Gabi    Carlinhos                                             Mumu    Mico Chico      Luiza mix_250.gif (13691 bytes)          Tartaruguinha Passeiadeira  

      Canarinha  Formigunha Doceira     Bilu-Bilu    AbelhinhaGato Mané

 

Serelepinho  Cego        Urubu Léo                 Ratinho                                        Gambá                    Dona Baratinha     D. Ratão      Cachinhos Dourados  figura              Gato Rui

 

      Janjão  

 

 

  KÁROL,       
A   CIGANINHA   DE   MENTIRA

Mamãe Verônica estava muito triste

Numa bela tarde de abril,

Sua filhinha desaparecera!

― Onde andará você, minha filhinha?

Chorava dia e noite. Chorava noite e dia.

 

Passou muito tempo...

E um certo dia,

Uns ciganos foram acampar

No terreno baldio do Seu Valdemar.

Mamãe estava passeando por lá

E escutou uma menininha cantando:

 “Filha sou da Hungria...

 Este é o meu país...

 Eu com o meu pandeiro

 Passo a cantar

 Pelo mundo inteiro...

        Canta, canta cigana,

        E... o mundo inteiro engana...”

Ela logo se arrepia! Essa voz ela conhecia!

Foi falar com o cigano chefe do acampamento:

Oh! Seu Gorki, essa menininha é minha filha, seu Gorki!

― Sabe, Dona Verônica, achamos sua filha

Sozinha , chorando, ela estava perdida...

Levamos conosco e dela cuidamos.

Venha cá, Károl Eis a sua mãezinha!

Você quer voltar para a sua casinha?

 ― Quero, quero sim!- disse com voz fininha.

Quero voltar para a minha casinha.

 

A mamãe e a filhinha se abraçaram muito!

 

PAPAGAIO COME MILHO... Histórias de Provérbios - Mariluiza Campos 18.X.1992

      Dona Gançoleta estava radiante. Tinha recebido de uma prima que morava na fazenda, um pacote com milho para cangica. Como o dia estivesse ensolara-do, espalhou o milho na borda do telhado de sua casa, para que ele ficasse bem sequi-nho. - Cuã-cuã, cuã-cuã, cuã-cuã - cantava ela alegremente, pensando na deliciosa cangica que iria preparar no domingo.  - Que bom vê-la assim contente, comadre Gançoleta! - exclamou a marreca sua vizinha. Ainda que mal pergunte, qual o motivo de toda essa felicidade? - É que nós gostamos muito de cangica aqui em casa. Vou deixar Gançolote e os filhotes bem felizes no domingo, graças à prima Gançola que me mandou este milho. Depois eu lhe levarei uma tigela, comadre. Falou e voltou para dentro de casa para cuidar da arrumação. Depois saiu com seu cestinho de compras debaixo da aza, rumo ao mercado. Quando voltou qual  não foi seu espanto e tristeza vendo que o milho não estava mais sobre o telhado. Gançoleta quase teve um desmaio, mas como ele não lhe traria de volta sua rica cangica, teve uma idéia mais prática e correu à casa da vizinha.    - Comadre! Comadre! corre aqui!  - Que foi? Quem me chama?  Comadre! Meu milho! Veja! Sumiu! A marreca ergueu os olhos e comentou: - Chi! Só podem ter sido os periquitos que passaram por aqui. Assim que a senhora saiu ouvi uma algazarra louca e olhando pela janela vi passar um bando de periquitos barulhentos. Devem ter sido eles... Gançoleta já ia às pressas para a Delegacia dar queixa do furto quando o peru Glu-Glu veio lhe indagar do motivo da pressa.   Estou indo para a Delegacia, seu Glu-Glu. Imagine que um bando de periquitos acaba de roubar o milho que eu tinha deixado secando sobre o telhado de casa. Mas não foram os periquitos, Dona Gançoleta! Eu vi! Eles passaram por aqui, sim, na maior gritaria, mas não pararam não. Quem comeu o seu milho, bem quietinho para ninguém perceber, foi o papagaio Caio. Eu vi! - repetiu o peru. Quando cheguei perto para afugentá-lo, era tarde.  Foi então que a gansa, desconsolada, descobriu que papagaio come milho e periquito leva a fama. Também, fazendo aquela barulhada toda, os periquitos passam a vida chamando a atenção sobre si, mesmo quando não fazem nada errado.

PÃO COM MEL E A FORMIGUINHA DOCEIRA          

 A mamãe Vivi disse:                  

―  Venha Luiza, tomar seu café. 

Luiza acabou de escovar os dentes e saiu rápido do banheiro.
Foi correndo, porque acordou com uma fome danada de pãozinho com mel.

Mas quando chegou à mesa... cadê o mel do seu pãozinho?

Nada! Estava raspadinho. Só tinha o pão!

 

Pôs a boca no trombone, isto é, berrou até que toda a vizinhança foi perguntar se ela estava com apendicite aguda.

 

Chamaram correndo a Patinha Detetive, que pegou seu boné de Detetive e sua lupa de achar gotinhas de mel e veio tão depressa que até escorregou no tapetinho de entrada e plof, caiu esparramada no chão.

 

Quando estava se levantando... o que foi que a Patinha Detetive viu? Umas gotinhas de mel que iam... iam... iam...  por trás do pote com mel ... até desaparecer.

 

Pegou a lupa e foi seguindo... seguindo..., quando encontrou uma bela Formiguinha tomando sol e lambendo os beicinhos.

 

― Quem é você, bela Formiguinha?

― Eu sou a Formiguinha Doceira.                                       

 

― Formiguinha Doceira, foi você que comeu todo o melzinho da Luiza?

― Fui eu - falou com vozinha fina.

 

― Por que você fez isso, Formiguinha Doceira?

― Porque eu sou muito gulosa. Eu adoro mel!

 

― Mas o pão da Luiza ficou sequinho. Ela está chorando!

― Oh, pobrezinha! Eu vou lhe dar um pouco dessa geléia deliciosa!

 

A Patinha Detetive trouxe a geléia para a Luiza.

A Luiza devorou tudo e foi correndo se vestir. Estava na hora de ir para a escola!

A PEDRINHA REDONDINHA E O SERELEPE CEGUINHO  Cármen Rocha   02/05/2006

A mãe Vivi falou: Arrume suas gavetas para irmos passear no parque. A Luiza estava toda alegre, ela adorava passear no parque. Abre gaveta, arruma gaveta. Joga lixo fora!  De repente:― Uau, onde está a minha pedrinha redondinha? E abriu uma bocona assim. Todos os vizinhos vieram ajudar a chamar a Patinha Detetive. Eles estavam enlouquecidos com a choradeira. Para acabar com o barulhão, a mãe da Luiza levou-a correndo para o parque. Ufa! 

A Patinha Detetive chegou e foi logo perguntando:         

― Luiza, o que sumiu?            

―Buááá... A minha pedrinha redondinha, a minha pedrinha redondinha!           

A Patinha Detetive coçou a cabeça... Onde, droga, poderia estar uma pedrinha redondinha? Onde, onde? Nisso ela ouve um barulhinho, é um lindo Serelepe, que vem cantarolando pelo meio das árvores e dá uma bela cabeçada.

― Oi, Serelepe! 

― Quem está falando comigo?

― Sou eu, a Patinha Detetive, você não está me vendo, Serelepinho?           

― Agora sim.        

― Por que você está cantando, Serelepinho?        

― Porque achei um amendoim muito grande. Vou ter muita comidinha.

― Mas isso não é um amendoim, Serelepinho, é a pedrinha da Luiza!            

― É uma pedrinha, é? Não estou enxergando nadinha! Foi por isso que dei uma bela cabeçada.

― Luiza, Luiza, foi o Serelepe que pegou sua pedrinha! Ele pensou que fosse um amendoim! Ele não está enxergando nadinha!

 

Luiza foi correndo pegar seus óculos de enxergar tudo. O Serelepe colocou os óculos e ficou muito amigo da Luiza.

 

Quando ela vai ao parque leva amendoim e eles comem juntinhos. 

[ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BUTANTA, Mulher, de 46 a 55 anos, French, English, Arte e cultura, Livros

O que é isto?
Visitante número: