Projeto Cultural Cármen Rocha -  1998 

      &        contosdacaRochinha

                   
           Cármen Rocha             

CÁRMEN  ROCHA                              contosdacaRochinha - UOL

 

É paulistana. Contista, cronista, poeta, pratica jornalismo e literatura infantil, coordenadora pedagógica, orientadora educacional, professor III, especialista em educação infantil.
       
CÁRMEN ROCHA ESCREVEU 
° E AS CRIANÇAS ESPIAVAM:
A Minhoca Desafia a Centopéia; João Não-Não; O Papagaio Francês; Ai, Que Dor de Xiripende; O Avestruz que era Pálido.

° ARTES & MAGIAS:
  
Bruxa Malvada;
Noite de Magia; O Velho e a Velha; A Morte; Anjinho de Papai Noel; O Coelho Levou um Susto.

° DE NAMORO COM A LUA
 (paradidático - tudo sobre o meu cãozinho
)

° AVENTURAS DE SPITZ 
(
paradidático -
5ª série - a digestão)

° OMELETE SEM OVO:
 A Aranha que não era Má;  O Avestruz que era Pálido; O Coelho que não ria, nem sorria;
O Delicioso furto das Mangas; O Detetive Rafa e o Mistério da Pedra-jacaré; A menina Perguntadeira e o Duende Esquecido; O Atchim da Baleia; Dois Urubus num Galho Seco.

° contos da caRochinha:
 (
A Patinha Detetive-seriado): O Dentinho-de-Leite estava molinho; A Menina-Fada; O Chiclé de Estimação virou Bolinha de Futebol; A Maçã e o Bichinho da Maçã; O Chorinho do Pepê; Anjinho da Guarda e o Bicho Papão; O Vagalume Tem-Tem; Luiza e a Cobrinha Mumu; O Ursinho de Pelúcia e o Bilu-Bilu; O Canguru Guloso e o Sorvete de Nuvem; A Borboleta DançarinaPão com Mel e a Formiguinha Doceira; A Pedrinha Redondinha e o Serelepe Ceguinho;  A Gata Cenourinha e a Touca de Dormir; O Sapinho Verde Cantador; O Sorvete de Morango e o Canarinho Azul; O Urubu Leo e o Anel de Rubi; O Fio da Pipa e a Canarinha Amarela; A Linda Flor do Sapatinho e o Bilu-Bilu; O Mico Chico era um Comilão; A Torta de Morango foi Passear; A Pulseirinha Cor-de-rosa;O Lencinho Marrom não era Bom-bom; O Boné do Gato Mané; O Bolo de Chocolate Sumiu!

° Clássicos Recontados-
D. Baratinha;
Cachinhos Dourados

°
Originais de Cármen Rocha - Carta aberta para você Queridinha; Luiza, o Macaco e o Burro; Károl, a Ciganinha de Mentira;
O Cão, o Gato e o Rato.

° Piadinhas: Inveja;  A
Pulga

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Cármen Rocha

O CHICLÉ DE ESTIMAÇÃO VIROU BOLINHA DE FUTEBOL

 

                                                   

 

Vovó Cacá e vovó Djana estavam jogando um baralhinho,

quando ouviram um berrão medonho.               

Era a Luiza que não achou o seu chiclé que estava grudadinho

em baixo da mesa.

Chamaram rapidinho a Patinha Detetive que veio depressinha,
com seu boné de detetive e sua lupa de achar chiclés perdidos.

 

A Patinha Detetive procura que procura: em baixo do prato, dentro do copo,

atrás da orelha, na testa do papai da Luiza...

 

Quando abriu o banheiro, quem é que ela viu dentro da banheira,
jogando um futebolzinho com a bolinha de chiclé da Luiza?

Uma linda foquinha cinza com uma bolinha de chiclé no focinho.

 

— Luiza, corra aqui! Venha ver essa foquinha!

— Quem é você linda foquinha cinza?

— Eu sou a foquinha que gosta muito de bolinha de futebol...

 

— Mas essa bolinha não é bolinha, é o meu chiclé de estimação!

— Ah! é, é?

 

— É... – e abriu outro bocão do tamanho de uma abóbora.

— Está bem Luiza, então eu devolvo! Mas eu gosto tanto de jogar futebol...

 

— Não fique tristinha, eu dou para você minha bolinha azul e amarela – disse a Luiza.

A foquinha e a Luiza se abraçaram e foram juntas jogar uma partidinha lá no quintal.

 — Goooool!

                                                      CÁRMEN ROCHA E O SEU LADO INFANTIL

 Em contosdacaRochinha -  uso a linguagem simples, coloquial, mas não me preocupo, se aparecer uma ou outra palavra mais complicada, pois a criança tem uma facilidade incrível para aprender, desde que dentro de um contexto de seu interesse, que deverá estar ligado ao brincar e ao descobrir coisas.  Tento escrever como elas pensam. Claro que hoje elas são mais naturais, já foi o tempo em que criança não se sentava à mesa e não falava perto de visitas, era a época da mudez e do medo. Eram crianças, a maioria, sem iniciativa e criatividade. A forma de escrever sempre será a mesma, as histórias boas (clássicas) não passarão. O que sempre mudará são os conceitos. Estamos na época do natural, talvez com um pouco de exagero, perpassando pelos maus programas de TV, e outros apelos pouco sociais, que não respeitam a criança, nem suas famílias, muitas vezes desavisadas. A curiosidade da criança justifica-se ao tentar dominar seu mundo imediato. Ponho-me criança e reivindico coisas contrárias, que dizem que criança não pode. Ponho minha roupagem infantil e faço meus diálogos diretos, dentro dessa lógica: objetiva, direta e óbvia, que é como a criança vê as coisas, com simplicidade. Para ela tudo pode, não há barreiras. Respeito sua ingenuidade, nada lhe impondo, mas caminhando junto, e ao mesmo tempo levo em conta sua esperteza. Apelo para o engraçado. Tudo para a criança é uma brincadeira, dou então, sempre um sentido fortemente lúdico às estórias, tentando sempre recuperar esse desejo inato do brincar, e superando experiências desagradáveis com imagens mágicas, que acabarão dando-lhe forças para, vivenciando-as, superar seus medos.O seu inconsciente vai se amoldando através dessas experiências, e a criança vai  tornando-se forte e bem formada. Ela necessita ter experimentos desagradáveis para, ao superá-los, tornar-se firme.  Por outro lado, muitas obrigações no seu dia a dia, em detrimento do brincar, deixam-nas cansadas, apáticas e podem prejudicar seu lado criativo. No ouvir histórias, na leitura, as imposições do seu dia a dia, se diluem. Coloco o real: brigam, perguntam, querem achar suas próprias soluções, dentro dessa lógica simplista para equilibrar seus medos. No meu conto: Mamãe, o que é morrer? - tema raro, que trato com simplicidade e delicadeza, a criança passa também a encará-lo assim, e fica preparada para as vissitudes do futuro. Procuro também diluir alguns preconceitos passado pelo adulto, para dar-lhe mais armas para ver o mundo de forma mais natural e igual. No mais, o que comanda mesmo o meu escrito é o grande desejo de proporcionar-lhes horas de encantamento.              

 Projeto Cultural Cármen Rocha -  1998

 

                                                      

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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BUTANTA, Mulher, de 46 a 55 anos, French, English, Arte e cultura, Livros

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